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XICA DO SERTÃO DE TERRA E PUACA

R$42,00

O livro Xica do Sertão de Terra e Puaca é uma metáfora dos nossos dias. Expressa por meio da luta armada a resistência de grupos sociais marginalizados, que são expropriados e despidos de seus direitos básicos à moradia, a um pedaço de Terra e uma vida digna. É também uma referência às dores dos esquecidos desse país, que vivem desassistidos de políticas públicas, e a única presença do Estado em suas vidas é por meio da violência policial. É uma mistura de realidade e fantasia, onde de um lado a morte, o diabo, Nossa Senhora Aparecida e o padre sintetizam a fé inabalável do sertanejo, e do outro o enfrentamento entre Xica, seu bando e a polícia da capital representa a árdua lida das pessoas que vivem no campo, ameaçadas por grileiros e grandes empresários. Xica vive a realidade da pobreza extrema e seu pai é vítima de trabalho escravo contemporâneo, situação vivida por milhares de famílias nos dias atuais. Conhece de perto o abuso sofrido por sua irmã, ainda adolescente. Assim, a resistência da personagem é quase um fratricídio. Mas apesar das dores e das perdas, consegue vencer e se torna inspiração de força e resistência para outras
pessoas.

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Peso 0,300 kg
Dimensões 15 × 21 cm
Nº de Páginas

133

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AUTOS ATOS TEATRAIS

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Os espetáculos que trago neste livro, ‘Autos atos teatrais’, talvez sejam excessivamente idealistas para uma sociedade onde imperam as desigualdades de raça, gênero e classe. Entretanto, não faria sentido passar por esta vida e não questionar os males que nos aflige, ainda mais sendo eu de origem pobre, negro e nordestino. Identidades estigmatizadas, discriminadas e relegadas ao desprestígio, nesse país que reclama uma branquitude a qual não possui.

Para o escritor moçambicano Mia Couto, o ato de escrever é um reclamo por um mundo melhor. Segundo ele, “nenhum escritor pode dizer que está ausente dessa intenção de mudar o mundo”. O saudoso humorista e dramaturgo Jô Soares, nos estimula na empreitada de enfrentar os males que nos inquietam refletindo que “a vida é o que a gente veio fazer aqui”.

Em ‘Uma ideia chamada Negro Cosme’ resgato figuras da Revolta da Balaiada (1838 a 1841), fazendo justiça a Cosme Bento das Chagas, o Negro Cosme, que deu sua vida pela causa negra, e incluo pessoas que há mais de 20 anos estão na luta pela nossa emancipação negra, em Imperatriz. No espetáculo, ‘O Rei Communis’, volto no tempo e brinco com a imaginação para tratar de um tema atual que não seria tabu, se a hipocrisia não imperasse no seio de nossa sociedade, que é a homossexualidade. De todos os espetáculos, penso, esse é o mais improvável, mas necessário.
O livro é finalizado com a comédia, ‘Escorregou, foi na calçada!’, onde destaco a fragilidade e incoerência de certos valores que a sociedade professa, inclusive, com a confidencialidade de instituições paradigmáticas como a Igreja, que acaba por se colocar em situações embaraçosas. É um viva às nossas tradições populares nordestinas.
Esses três espetáculos, e em especial seus personagens, são resultados de vivências e escutas. E transformá-las em ação teatral foi um exercício de imaginação e divertimento, mas claro, sem deixar de lado o tom questionador de sempre.
Espero que goste.

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